Após anos lançando as sementes do Evangelho em território indígena, novas realizações dos cristãos xerentes demonstram que valeu a pena todo o investimento no discipulado e formação de líderes autóctones. Um templo construído por irmãos da aldeia Kâwrakurerê, localidade que dista 45 km da cidade de Tocantínia, foi inaugurado e tornou-se motivo de orgulho para os missionários de Missões Nacionais que levam o Evangelho de Cristo a essa etnia.
“Nela trabalhamos por muitos anos e, embora nos últimos tempos não tenhamos podido marcar presença com a frequência que gostaríamos, a semente lançada continua produzindo fruto”, disse o missionário Guenther Krieguer, um dos pioneiros no trabalho com os índios xerentes. A cerimônia de inauguração do templo, realizada em maio, contou também com o batismo de sete novos índios, entre eles um de 56 anos que foi, até agora, o único xerente a ocupar o cargo de Chefe de Posto da Funai.
De acordo com o missionário Cláudio Viana, que exerce seu ministério entre os xerentes da aldeia Funil, marcou ainda o fato de que o novo templo foi construído com recursos dos próprios índios. Na estrutura do edifício, nada mais apropriado do que a madeira e a palha para a cobertura. Essa edificação representa a autonomia da igreja tribal e, mais que isso, o desejo dos índios de fincarem de vez as bases do cristianismo entre eles. “Há 13 anos esta aldeia estava sem liderança para dar continuidade aos cultos. Deus levantou o irmão Bolívar Sinãri, batizado em outubro de 2008, e o colocou na liderança. Ele também tem feito um grande trabalho de evangelização nas aldeias próximas”, concluiu o pastor Cláudio.
REDAÇÃO DE MISSÕES NACIONAIS - www.jmn.org.br
Matéria publicada em O Jornal Batista.
A irmã Lidiane Gonzaga Santos, da Primeira Igreja Batista do Rio Verde/GO, queria muito ajudar na evangelização dos povos, mas não tinha nem mesmo condições financeiras para contribuir. Foi quando tomou uma atitude corajosa, de verdadeira prova de amor pela obra missionária e pela salvação dos povos.
"A missionária Maria Lucinalva fez promoção em nossa igreja durante dois dias. Aproveitei a oportunidade e, no dia 25 de maio, a procurei na casa da irmã onde ela estava hospedada. Fiquei muito feliz ao conhecê-la, pois amo a obra missionária e a África. Eu queria dar uma oferta para ajudar aquele campo, mas não tinha condições naquele momento. A missionária me observou e viu que eu tinha um cabelo muito comprido, pois há anos que não o cortava, embora muitas pessoas já haviam me pedido que o cortasse. Então, a missionária me disse: 'A irmã poderia ofertar seus cabelos para a obra missionária, pois na Guiné ele tem muito valor'. Para a surpresa de todos, disse-lhe: 'Você pode cortar o meu cabelo, pois quero ofertá-lo para o Senhor!'." Todos ficaram emocionados, e assim aconteceu.